quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Dia 325: Mais do ano sem compras....

Depois de ter decidido que iria fazer obras de manutenção da minha casa este mês, atualizei o meu plano, porque este projeto tinha mais de dois anos e algumas coisas eu já as repensara melhor e outras até tinha já comprado, como o candeeiro grande da sala e os toalheiros da casa de banho que não os tinha, por exemplo. Contratei então um empreiteiro e, três semanas antes das minhas férias oficiais, iniciei a primeira fase da reforma da casa. 

Em primeiro lugar, decidi desfazer-me de alguns móveis que estavam literalmente a «encher» a casa: um sofá-cama, um roupeiro pequeno, uma secretária de trabalho. Todos estes móveis vieram da minha casa anterior, que tinha uma disposição diferente desta em que agora vivo. São móveis que se encontravam ainda em excelente estado, alguns dos quais mandei restaurar e que fui guardando a pensar no dia em que o meu filho saísse de de casa, o que por fim «realizei» que não vai acontecer tão cedo. 

Por conseguinte, agora que sei que não necessito mesmo deles nos próximos anos, decidi doá-los para que possam ser tão úteis a outros como o foram a mim. Enviei um email a duas organizações que recebem móveis para venda, os Emaús e a Remar, e a primeira que me respondeu de imediato veio buscá-los no dia seguinte de manhã.

Sofá-cama


Roupeiro pequeno.
Secretária.
Nestas duas últimas fotografias são visíveis as «pequenas» obras de manutenção de que a casa necessitava.Tive uma inundação em 2006 e em 2007 fiz as obras de «restauro»: pintei a casa toda, e afaguei o chão e reformulei alguns detalhes: mudei a cabine disfuncional da banheira para uma porta simples, instalei uma cabine de duche na casa de banho pequena, etc. 

Contudo, só passados dois anos é que a casa efetivamente secou toda, o que teve como consequência que partes da pintura se soltassem e que alguns tacos do chão se desfizessem. A reforma da instalação elétrica (poucas tomadas, interruptores mal situados, fios e cabos de fibra óptica enovelados em diversas divisões da casa) ficou também a aguardar esta reforma.

O quarto do meu filho, sobretudo, precisava de uma nova distribuição do mobiliário, de modo a deixar de parecer um ginásio dentro da toca de um cinéfilo com paixão pelo multimédia: para além de uma nova cadeira de trabalho, que decidimos que seria ergonómica, comprámos uma cama nova, já que a dos últimos 12 anos, herdada da vovó Donalda (como carinhosamente apelidávamos a avó de uma amiga), era já há demasiado pequena para ele e para mais, em Julho, o estrado partira-se de vez.

Cama da vovó Donalda.
Mandei limpar a seco os dois tapetes grandes que tenho e comprei alguns itens que faziam mais falta: um candeiro de tecto para o meu quarto, um tapete novo para a salaprateleiras inox para a banheira e a cabine de duche das casas de banho, uma cómoda para o lugar do roupeiro pequeno e uma mesinha para colocar, na sala, o telefone, o router da Internet e a box da televisão no mesmo sítio físico!

Nessa altura, mudámo-nos, o meu filho e eu, apenas com dois pequenos sacos de viagem, para casa de uma das minhas irmãs, que fica perto da minha. Pude assim acompanhar as obras e continuar a trabalhar.

Na última semana, decidi contudo entrar de férias um dia antes do previsto. Percebi que estou quase completamente esgotada, que preciso de dormir e de descansar mais, até porque necessito ainda de tempo para os meus compromissos pessoais e profissionais (tenho de preparar uma comunicação para um congresso e para um wokshop talvez ainda para setembro!).

Entretanto as obras terminam hoje e amanhã voltamos para casa!

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